quarta-feira, 29 de maio de 2013

# 25 - pedaços de um amor

Cansei-me de estar sempre a ditar as regras e tu a ignorá-las, então, faz o que tiveres vontade de fazer. Queres ligar-me ? Sabes o meu número. Queres vir ver-me ? A minha porta estará sempre aberta para ti, tu sabes disso. Por mais que queiras que eu te tire da minha vida, lá no fundo eu acredito que não é o que realmente sentes. Mesmo que a minha vontade seja fechar a porta a sete chaves, só para te impedir de entrar e sair quando tiveres vontade, mais uma vez, sei que lá no fundo eu sou incapaz de te pôr para fora da minha vida ! Mas também decidi que não vou forçar-te a ter-me na tua, porque sei que prender-te é o primeiro passo para te perder. Então , deixo-te livre para partires.. Só queria que soubesses que me fazes falta. É  mesmo isso que tu leste, acabo de admitir o impossível: sinto a tua falta. Antes eu ainda me dava ao trabalho de negar isso, mas tornou-se tão óbvio que já não serve de nada. Parte de mim ainda tinha a esperança de que fosse apenas o orgulho ferido, mas .. Chegou a hora de dizer a verdade para mim mesma. Eu apaixonei-me por ti, da forma mais estúpida e auto destrutiva que poderia ter feito. Acho que tu deves entender-me, afinal, estavas tão assustado quanto eu por perceber no que todas as nossas brigas se estavam a transformar, por reparares nas palavras doces que começavam a surgir,na vontade que insistia em estar ali a todo segundo. Então, tu tiveste que tomar providências rápidas, não é? Tu fugiste. Duas palavras tão simples nunca vão explicar o súbito vazio dentro de mim por ter-te visto a ir embora. Foi tão inesperado, tão rápido. Numa hora estavas aqui, e no minuto seguinte tinhas ido. Explica-me isso, por favor. Porque agora só sobrei eu e uma manta, só sobrei eu ao lado do telefone, à espera de um telefonema que nunca virá. A aguardar por uma explicação que, talvez, eu nem mereça. Fui eu que entendi tudo errado? Fui eu que me precipitei e vi sinais onde a estrada era escura? Eu não entendo, desculpa. Tu foste embora, aceito isso, mas não compreendo. Estava tudo tão certo, tão perfeito. Tu não consegues suportar a ideia de que, pela primeira vez na vida, tu estavas a fazer algo certo, não é? Que merda, tu não prestas. E eu, ainda assim, sinto a tua falta. E estou a escrever uma carta sem remetente para que tu percebas que é para ti e voltes para mim. Porque a minha roupa ainda tem o teu cheiro, e os meus casacos não são quentes o suficiente. Porque eu não consigo dormir durante a noite, alimentar-me como deve ser, nem escrever. "Às vezes o amor magoa, outras vezes destrói."  Então… Eu amei-te. Tu destruíste-me.

Sem comentários:

Enviar um comentário